FarmInfo
Edição nº 1
Agosto/Setembro 1997


Artigos:

- Potássio diminui pressão sanguínea

A adição de potássio a dieta pode ajudar a diminuir a pressão sanguínea em pessoas idosas, isto é o que demostra um novo estudo.
Nesse estudo, oito pacientes com idade acima de 68 anos tomaram comprimidos de potássio diariamente por cinco meses. O tratamento foi associado com uma significativa redução na pressão sistólica sanguínea., em média cerca de 15 pontos.
Pesquisadores do The Glenfield Hospital em Leicester, Inglaterra, dizem que apesar da evidência do efeito da diminuição da pressão sanguínea devido ao mineral, poucos estudos tem observado os efeitos da suplementação de potássio em pessoas idosas com pressão sanguínea alta, ou hipertensão.
"Não somente a hipertensão prevalece nesse grupo de idade, mas mudanças nutricionais podem predispor para uma particular diminuição na captação de potássio", observam os pesquisadores.
Participantes do estudo- oito pessoas idosas com hipertensão não tratada- tomaram placebo ou suplemento de potássio contendo uma dose de 60 milimoles (mmol) por um mês. Passado isto, todos os oito tomaram uma dose de 48 mmol de potássio diariamente por quatro meses.
Quando participantes estavam em casa, sua pressão sanguínea foi automaticamente gravada com um monitor portátil após 24 horas após cada fase do estudo (placebo, 60 mmol de potássio, 48 mmol de potássio). Teste de urina mostrou o quanto de eletrólitos foi excretado.
Consumo de potássio foi associado com uma diminuição de cerca de 15 pontos em média da pressão sanguínea sistólica. A pressão sanguínea sistólica apresentou em média durante o estudo, 160 milimetros de mercúrio após placebo, 147 após um mês com 60 mmol de suplemento de potássio, e 146 no final do quarto mês com 48 mmol de potássio.
Este estudo também mostrou uma diminição da pressão sanguínea diastólica, mas ela foi muito pequena.
"Este estudo demonstra que uma modesta suplementação de potássio pode significamente reduzir a pressão sanguínea sistólica em hipertensos idosos", concluem os pesquisadores.
"Antes de prescrever suplementos de potássio, um similar aumento da captação (ingestão) é preferível e provavelmente tem um efeito hipotensivo equivalente", escrevem os pesquisadores. Alimentos ricos em potássio incluem entre outros, batata, brócolis, banana, fígado, leite e frutas cítricas; podem ser utilizados com esse propósito.
Pessoas idosas com problemas renais devem ter seus níveis de eletrólitos sanguíneos monitorados regularmente pelo médico quando do consumo de altos níveis de potássio. Um nível excessivo de potássio (hipercalemia) pode causar diarréia, fraqueza nos músculos - eventualmente problemas fatais no coração.

Fonte: International Journal of Clinical Pratice (1997;51(4):219-222).

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- Variação na absorção de ácido fólico

Algums multivitamínicos para uso pré-natal contendo ácido fólico, um suplemento nutricional que pode significamente reduzir defeitos de formação do tubo neural, pode não liberar a quantidade esperada devido a uma falha na dissolução dos comprimidos; que deve ser rápida.
Segundo a United States Pharmacopoeia (USP), o padrão para a dissolução requer que um comprimido de ácido fólico libere 75% da quantidade expressa no rótulo dentro de uma hora após a ingestão. Um estudo da University of Maryland School of Pharmacy realizou um exame de uma variedade de prescrições multivitamínicas. Somente três dos nove produtos examinados apresentaram-se dentro dos padrões da USP. Muitos dos produtos não atingiram o mínimo determinado pelo padrão USP por uma ampla margem, dois liberaram menos que 25% de quantidade indicada no rótulo.
"Vitaminas típicas, incluindo ácido fólico, são mais extensamentes absorvidas na parte superior do trato gastrointestinal", esclaresse o pesquisador. "Não atingindo o padrão de dissolução dentro de uma hora, aumenta os problemas com esses produtos. A quantidade de ácido fólico disponível para absorção ótima pode ser inadequada".
Ácido fólico é mais eficientemente absorvido em uma parte particular do intestino chamado jejuno. Caso a droga não se dissolva rapidamente durante digestão, ela pode passar pelo jejuno e não ser suficientemente absorvida pelo organismo.
Estudos prévios tem demonstrado que suplementação de ácido fólico pode diminuir a incidência de defeitos do tubo neural como a espinha bifida. Em adição, ácido fólico parece reduzir níveis de homocisteína no organismo, diminuindo o risco de doença arteriosclerótica. Este estudo leva a U.S. Public Helth Service a recomendar que as pessoas, especialmente mulheres em idade de engravidar, aumentem a suplementação de ácido fólico de0.4 miligramas por dia.
Os pesquisadores não revelaram os nomes dos produtos devido ao fato que os padrões (USP), onde algums desses produtos são fabricados, não tem valor oficial. Eles também aconselham que as pessoas não parem de tomar essas vitaminas.

Fonte: Journal of American Pharmaceutical Association (1997;4;397-400).

 

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- Bebidas oxigenadas, corredores mais rápidos?

Pode a adição de oxigênio as bebidas esportivas ajudar a melhorar performace atlética? Um novo estudo sugere que a resposta é - sim, garrafas d'agua com quantidade extra de oxigênio pode levar a um ganho de 15 segundos no tempo para corridas de 5 kilometros.
"Do ponto de vista da saúde pública, encorajar atletas e indivíduos com atividade física ao consumo adequado de água durante exercícios pode somente fornecer resultados benéficos", avalia Dr. John Duncan. "Este estudo sugere que o aumento no conteúdo de água pode também aumentar a performance atlética.
A pesquisa está fundamentada por uma companhia baseada na flórida que detem a patente tecnológica para enriquecer água com 10 vezes mais quantidade de oxigênio do que o normal. O estudo não foi ainda publicado em jornal científico, uma etapa importante no estabelecimento da validade da pesquisa.
O estudo incluiu 25 homens e mulheres corredores de longas distâncias, eles foram aleatoriamente determinados a tomar 1.2 litros de bebida oxigenada ou água normal todos os dias por seis dias. No sétimo dia, os corredores beberam outros 1.2 litros de água, e treinaram por 90 minutos com o consumo de 200 mililitros (ml) de água a cada 15 minutos. Após descansarem 15 minutos os participantes do estudo beberam outros 400ml de água e correram 5 kilometros. Na semana seguinte, os corredores repetiram o processo com o outro tipo de água. O estudo determinou que corredores ganharam 15 segundos no tempo da corrida após uma semana tomando bebida oxigenada.
De acordo com a companhia, o conteúdo de oxigênio foi aumentado de 7 miligramas por litro (mg/L) de água para 50 mg/L. A companhia está licensiando a tecnologia para indústrias fabricantes de bebidas esportivas existente, e produtos oxigenados devem estar disponíveis dentro de poucos meses.
Este novo estudo é intrigante, somente estudos comparativos entre bebidas esportivas, como Gatorade, poderá relacionar ou correlacionar a melhora da performance com o uso de bebidas oxigenadas.

Fonte: Agência Reuters (July 22, 1997).

 

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- Antioxidantes combatem doença arterial

Pesquisadores dizem que compostos oxidantes, tais como vitamina C, E e beta-caroteno podem reduzir a oxidação do "mau" LDL colesterol, um processo o qual contribui para doenças cardiacas.
Um estudo realizado por investigadores da University of Michigan Preventive Cardiology Program em Ann Arbor, Michigan, conclui que há um papel dos oxidantes na prevenção de doenças da artéria coronária.
Antioxidantes ganharam popularidade nos últimos anos devido a alegação de que eles ajudam a diminuir os níveis de colesterol, reduzem a formação de placas de gordura na parede arterial, e preserva a função das células que revestem as artérias. Todos esses efeitos podem ajudar a conter deterioração que caracteriza doença da artéria coronária.
O teste de eficácia dos antioxidantes no combate ao colesterol foi realizado por pesquisadores de Michigan, eles utilizaram 45 pacientes, todos com diagnose de doença cardiovascular, em três tipos de dieta por um período de três meses. Alguns participantes do estudo tiveram um regime diário de meia-dose de antioxidantes, o qual incluiu 400 unidades internacionais de vitamina E, 500 miligramas de vitamina C, e 12 miligramas de beta-caroteno. Outro grupo recebeu alta dose de suplemento antioxidantes, o dobro da quantidade dispensada para o grupo de meia-dose diária. Um terceiro grupo recebeu placebo, este grupo serve de comparação para os outros dois.
Os pesquisadores mediram os níveis sanguíneos dos antioxidantes através do estudo. Eles também observaram um tempo específico, determinado quimicamente, da oxidação do LDL colesterol conhecido como fase "lag". Os pesquisadores dizem que a fase "lag" é a mais apropriada para medir os efeitos dos antioxidantes vitamínicos na oxidação da LDL.
Os resultados? Os pesquisadores descobriram que esses pacientes que receberam alta dose de oxidantes mostraram uma siginificativa redução na oxidação de LDL colesterol durante as 12 semanas do estudo. Mesmo pacientes que receberam meia-dose diária de antioxidantes tiveram uma diminuição quando comparados com os que receberam placebo, dizem os pesquisadores.
Os pesquisadores alertam para a possibilidade de a longo tempo os efeitos de altas doses com suplementos vitamínicos (C, E e beta-caroteno) permanecem desconhecidos. "Os potenciais efeitos adversos decorrentes da suplementação vitamínica merecem investigações adicionais", concluem os pesquisadores.

Fonte: Journal of the American College of Cardiology (1997;30(2):392-397).

 

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- Bungee Jumpers promove danos aos olhos

A paixão pelo bungee-jumping está levando ao aumento dos danos na face e nos olhos, dizem os especialistas.
"Bungee jumping é um esporte que teve sua popularidade aumentada através do mundo industrializado", dizem os oftalmologistas da University of Cologne, na Alemanha.
Alguns danos podem terminar em morte, coma, paralisia; mas danos de menor gravidade também ocorrem. Entre os danos de menor magnitude incluem-se: contusões e hemorragias nos olhos; e danos na estrutura facial. Esses problemas ocorrem como resultado da rápida mudança na pressão do ar durante os saltos. Danos ocorrem também devido ao impacto em alta velocidade em saltos sobre a água.
Alguns especialistas dizem que a rápida mudança na pressão do ar podem aumentar a pressão sanguínea venosa o qual pode romper os pequenos capilares que irrigam a retina. Essas rupturas são responsáveis pelas hemorragias nos olhos notado nesses casos.

Fonte: Medicine and Science in Sports and Exercise (1997;29:850-852).

 

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- Boas novas para os bebedores de chá

Um novo estudo sugere que pessoas que tomam chá tem diminuída o tempo de oxidação do LDL colesterol, um processo importante na formação de placas de gordura em artérias coronária.
Neste estudo, pessoas beberam 750 mililitros de chá por dia durante 4 semanas, e eles apresentaram uma redução de oxidação de LDL de 62 minutos para 54 minutos. Os que não tomaram chá não obtveram mudanças nesse mesmo tempo, de acordo com os pesquisadores.
Este estudo realizado foi em pequena escala, pois apenas 22 pessoas foram avaliadas; uma avaliação com tempo muito reduzido para determinar se os efeitos podem ter impacto em doenças coronarianas. Contudo, a diminuição da oxidação de LDL, pode, em teoria reduzir os riscos de doenças no coração; de acordo com Dr. John Weisburger, um pesquisador da American Health Foundation.
"O LDL colesterol oxidado é um reativo químico que danifica a parede arterial", diz Weisburger. "Eventualmente, colesterol e cálcio e outras substâncias se agregam nesses pontos provocando a obstrução do sistema vascular".
Chá contém flavonóides, substâncias que atuam como antioxidantes, de acordo com o autor do estudo, Dr. Toshitsugu Ishikawa do National Defense Medical College, em Shizuoka, Japão.
"Flavonóides são um grupo de antioxidantes polifenólicos contidos em vegetais, frutas, etc.", diz Ishikawa. Neste estudo utilizou-se chá preto, que assim como o chá verde é extraído da planta Camellia sinensis diferenciando apenas no método de processamento.
"Chá preto e verde são razoavelmente equivalentes" em termos de propriedades antioxidantes, segundo Weisburger.

Fonte: American Journal of Clinical Nutrition (1997;66:261-266).

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Notas:

 


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