FarmInfo
Edição
nº 2
Outubro/Novembro 1997
Artigos:
- Pílula polimérica pode substituir injeção de insulina
Pelo revestimento da insulina com um gel
polímero especial, pesquisadores podem ter encontrado um jeito
para diabéticos tomarem insulina em uma forma oral, evitando
assim injeções diárias. Contudo, o método empregado foi
testado até o momento em animais de laboratório. Mais estudos
são necessários para determinar se é seguro e efetivo em
humanos.
"Caso esse método oral funcione em humanos, ele irá
revolucionar a terapia da diabetes, isto por que ela irá
eliminar injeções de insulina para muitos diabéticos",
diz Dr. Nicholas Peppas.
"O resultado final em ratos saudáveis mostrou que houve uma
diminuição significativa do nível de açúcar no sangue",
diz Lowman. "Administrados em ratos diabéticos, o nível
sanguíneo de açúcar diminuiu até o normal por um período de
oito horas - apenas com a administração de dose única."
O gel polímero é uma combinação de ácido polimetacrílico e
polietilenoglicol. A combinação de gel, protege a insulina das
enzimas no meio ácido do estômago e a libera no intestino, onde
o pH é mais alcalino e onde insulina pode ser absorvida.
"Nosso sistema pode proteger a insulina das enzimas e
liberar a droga em um local onde pode atuar, como intestino
delgado ou cólon", diz Peppas.
Em uma solução que estimule ácido do estômago, um pH de cerca
1.3 - os "poros" no gel se retraem, e menos de 5% da
insulina é liberada num período de duas horas. Caso o gel seja
colocado em uma solução próxima a neutra - pH de cerca 7.4 -
quase toda insulina é liberada em torno de duas horas. Em pH
alto, os dois componentes do polímero tornam-se desiguais e
dilatados, aumentando o raio do poro do gel de três a cinco
vezes - liberando o hormônio preso no interior.
Contudo, muitos mais estudos são necessários antes desse
método ser usado em humanos, diz Lowman.
Fonte: Agência Reuters (September 10, 1997).
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- FDA move-se para proibir ingrediente de laxativos
O FDA (Food and Drug administration) está
propondo a retirada do mercado de fenolftaleína, um ingrediente
encontrado em muitos laxativos OTC (over-the-counter).
O anuncio já motivou o fabricante do Ex-Lax retirar
voluntariamente seu produto do mercado e a interrupção da
produção e distribuição da droga, o qual contém
fenolftaleína como ingrediente ativo. Um novo produto, uma
versão reformulada do laxativo, contendo senna, irá substituir
os produtos que antes continham fenolftaleína. (PS: Isso nos
EUA)
O anuncio feito pelo FDA ocorreu após o orgão observar os dados
de estudos em animais, os quais demonstraram que ratos
desenvolveram tumores após a administração de altas doses de
fenolftaleína, cerca de 50 a 100 vezes a dose recomendado para
humanos, por dois anos. Os roedores desenvolveram alguns tipos de
câncer, incluindo linfomas e tumores nos rins e glândula
adrenal. Outras pesquisas demonstraram que administrando dose
equivalente a 30 vezes da dose recomendada por seis meses, causou
tumores e danos genéticos em ratos.
A relação entre fenolftaleína usados por humanos e o
aparecimento de câncer não foi demonstrada, mas o ingrediente
pode potencialmente pôr em risco pessoas que tomam doses mais
altas do que a recomendada do laxativo ou as que tomam o laxativo
por um longo período de tempo.
"Após rever estes e outros dados, o comitê do FDA concluiu
que fenolftaleína potencialmente pode causar câncer em
humanos", de acordo com as informações liberadas pela
agência governamental.
Os consumidores devem prestar atenção na embalagem dos
laxativos para se informar dos ingredientes do produto e
assegurar que não está adquirindo produto com fenolftaleína
como ingrediente.
Fonte: Agência Reuters (September 2, 1997).
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- Anti-hipertensivos relacionados com câncer de mama
Um estudo preliminar tem demonstrado que algumas
drogas usadas para diminuir a pressão arterial podem aumentar o
risco de câncer de mama em mulheres de mais idade.
Os estudos reportados, indicam que mulheres com idade acima de 65
anos o qual tomam medicamentos que reduzem a pressão arterial
tem mais que duas vezes maior o risco de desenvolver câncer de
mama. Este estudo aparece na edição de Outubro da revista
Cancer.
Os pesquisadores estudaram 3.198 mulheres pós-menopausa com
idade entre 65 e 100 anos. Um risco maior de câncer de mama foi
observado em mulheres que tomam uma classe comum de drogas que
diminuem a pressão sanguínea chamada bloqueadores de canal de
cálcio (BCC). Os tipos mais comuns de BCC incluem verapamil,
nifedipina, diltiazem.
Mulheres que fazem uso de terapia repositora de hormônio com
estrogênio juntamente com bloqueadores de canal de cálcio
apresentam um risco maior.
Os pesquisadores especulam que os BCCs encorajam o crescimento do
tumor e interferem com defesas biológicas designadas para
combaterem a invasão de células cancerosas. Especificamente,
cálcio parece bloquear um tipo de célula "suicida"
chamada apoptose, o qual é um mecanismo de defesa natural contra
o crescimento do tumor.
"Não há nada no estudo que leve a concluir que mulheres
devam interromper seu tratamento medicamentoso", diz Dr.
Annette Fitzpatrick, um dos pesquisadores.
Fitzpatrick também revela que seu estudo não especifica o tempo
necessário para uma pessoa que faça uso de BCCs desenvolverem
câncer. Pessoas que fazem uso de doses altas em períodos longos
de tratamento apresentam risco maior que pessoas que fazem uso de
doses baixas por curto período de tratamento.
Fonte: Cancer (1997;80:1435-1447)
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- Prozac reduz temperamento explosivo
Pessoas que apresentam "explosão" de
raiva frequentemente, o fazem devido à um nível baixo de um
composto químico natural presente no cérebro chamado
serotonina, e o antidepressivo prozac parece reduzir essa
agressividade; segundo recentes pesquisas.
Quarenta pessoas que consideram seu temperamento explosivo um
problema, inscreveram-se nesse estudo.
Vinte e sete participantes receberam prozac e treze receberam
placebo. Nenhum dos grupos tinha conhecimento do que estavam
tomando.
Prozac significamente reduziu a agressividade de algumas pessoas,
contudo isso não foi observado em outros pacientes, segundo o
que repostaram os pesquisadores na edição de Archives of
General Psychiatry, publicado pela American Medical Association.
A droga ajuda a manter os níveis de serotonina, um composto que
atua no cérebro regulando o mau-humor e parece também controlar
a agressividade segundo demostrado em estudos anteriores.
Prozac é atualmente aprovado para tratar depressão,
obsessão-compulsão e bulemia.
Fonte: PointCast Network.
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- Comitê do FDA recomenda nova droga para tratar osteoporose
Um comitê de avaliação do FDA recomendou a
aprovação de uma nova droga para combater osteoporose que
também parece reduzir a chance de mulheres desenvolverem câncer
de mama em 60 por cento.
A droga, conhecida genericamente como raloxifene; vai ser
comercializada pela Eli Lilly & Co. com o nome de Evista.
Esta é a primeira de uma nova classe de drogas que combatem a
diminuição óssea e pode também proteger mulheres iodosas de
doenças do coração.
Os pesquisadores mostraram que a droga aumenta a densidade óssea
em 2 por cento.
Raloxifene é um modulador seletivo de receptores para
estrogênio (SERM), uma nova classe de drogas que mimetizam os
efeitos do estrogênio em algumas partes do corpo - por exemplo
em efeitos protetores sobre os ossos - enquanto inibe efeitos
"ruins" como o aumento no risco de câncer.
Fonte: PointCast Network.
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Notas:
A dica desse mês é o site da faculdade de farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É só ir em links para ter acesso a esse site.
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