FarmInfo
Edição nº 5
Abril/Setembro 1998


Artigos:

- Novas drogas para tratar impotência

Boas novas notícias para homens que sofrem de impotência - duas drogas experimentais que podem ser tomadas por via oral surgem prometendo ser uma alternativa para o Viagra no tratamento de disfunção erétil, de acordo com resultados apresentados no encontro da American Urological Association em San Diego, California.
A notícia ruim é que um dos estudos encontrou que uma das droga, alprostadil, não funciona como se deveria esperar.
No estudo de uma droga experimental chamada phentolamine ou Vasomax, cerca de 37% de homens com branda para moderada impotência respondem a uma dose de 40mg e 45% respondem para uma dose de 80%. Em comparação, 16% de homens tomando placebo tiveram resposta. O principal efeito colateral da droga é congestão nasal. Ao contrário do Viagra, phentolamine pode ser seguramente usado por pacientes fazendo uso de nitratos, como nitroglicerina.
Outra droga para impotência, apomorphine, é designada para uso sublingual. Em estudos de 457 pacientes, 60% dos homens tomando uma dose de 6 mg da droga tiveram uma ereção firme comparado com 34% que tomaram placebo.
O efeito colateral mais comum relatado foi naúsea. Apomorphine sublingual é efetivo e bem tolerado como um potencial tratamento para disfunção erétil masculina associada com componentes físicos. Estudos estão em andamento para determinar a eficácia e segurança desta droga com disfunção erétil masculina orgânica incluindo diabetes e danos na espinha dorsal.
Um terceiro estudo encontrou que outra droga, alprostadil, não apresenta o efeito esperado, somente 27% dos pacientes tiveram ereção usando a droga transuretral (via supositóro colocado na uretra). Avaliação clínica da droga sugere que 66% atingem ereção.

Fonte: Agência Reuters (June 2, 1998).

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- Defeitos de nascimento causado por método abortivo ilegal

Uma droga usada na américa central e américa do sul para induzir aborto ilegal leva ao nascimento de crianças com defeitos cogênitos de membros, dedos e sistema nevoso, segundo pesquisa publicada em 30 de Maio na revista The Lancet.
Dr. Claudette Gonzales e colegas do Instituto da Criança, USP, examinaram 42 crianças que nasceram com defeitos cogênitos após suas mães fazerem uso de misoprostol no primeiro trimestre na tentativa de interromper a gravidez.
Misoprostol é usualmente prescrita para tratar danos gastrointestinais causado por drogas anti-inflamatórias não esteroidais.
Na bula existe a advertência que misoprostol não deve ser usado por grávidas. Em países onde aborto é ilegal, misoprostol é usado para induzir o aborto, mesmo não sendo muito efetivo.
Defeitos de nascimento associado com misoprostol incluem:  hidrocefalia (anormal quantidade de fluido no cérebro), defeitos  de nervos cranianos e outras deformidades.
Pesquisas demonstram que misoprostol causa contração uterina, interrompendo suplimento sanguíneo para o feto, segundo a pesquisadora.
Publicidade sobre o uso ilegal da droga levou a uma restrição na sua venda no país e as vendas caíram 80%. Contudo essa droga está sendo adquirida pelos usuários através de fontes ilegais.

Fonte: The Lancet (1998;351:1624-1627).

 

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- Proteína cerebral suprime apetite

Uma proteína de ocorrência natural aparenta ser um potente supressor do apetite, e pode mesmo causar em ratos famintos uma supressão do apetite a ponto deles pararem de comer quando o composto é injetado em seu cérebro.
O peptídeo CART, uma pequena proteína, interage com leptina, recentemente descoberto hormônio regulador de gordura, e neuropeptídeo Y (NPY), um dos mais potentes estimuladores de apetite conhecidos, para regular o centro de alimentação e saciedade do cérebro. Deste modo, CART pode oferecer um potencial tratamento para obesidade.
Contudo , há um número de diferentes peptídeos no cérebro que controlam o apetite, e muito mais estudos são necessários para determinar se o peptídeo CART pode ser seguro e efetivo no tratamento para obesidade em humanos.

Fonte: Nature (1998;393:72-76)

 

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- FDA aprova primeiro kit contraceptivo emergencial

O FDA, pela primeira vez, aprovou a venda e marketing de uma "pílula do dia seguinte", Preven, para evitar gravidez.
O FDA diz que o regime da droga é efetivo em 75% das vezes. Ele consiste de tomar duas pílulas do contraceptivo oral dentro de 72 horas após sexo desprotegido, e outras duas pílulas 12 horas depois.
Esta pílula é frequentemente confudida com a pílula abortiva francesa, RU-486, o qual atualmente interrompe a gravidez algumas semanas após seu início. Mas se tomada corretamente, esta nova pílula não interrompe ou causa danos a gravidez já estabelecida.
Para evitar a gravidez, o kit contraceptivo deve ser tomado dentro de três dias após sexo desprotegido.
Muitos pacientes reportaram como efeito colateral, naúsea, tonteira e cólicas.


Fonte: CNN (September 2, 1998).

 

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- Hormônio da obesidade encontrado em células estomacais

Pela primeira vez, pesquisadores franceses demonstraram que o hormônio da obesidade, leptin, é secretado não somente por células de gordura mas também por células do estômago -- ao menos em ratos. Aumentando-se a produção do hormônio, supre o cérebro com informações sobre o estoque de energia, ultimamente domina os sentimentos de fome.
De acordo com reportagem publicada em 20 de Agosto na revista Nature, leptin foi encontrado em células do revestimento do estômago de ratos, mas não em outras partes do trato gastrointestinal bem como intestino, cólon, reto ou pâncreas dos roedores.
Testes adicionais mostraram que os níveis de leptin no revestimento do estômago diminuem em resposta a alimentação ou administração de CCK-8, uma forma modificada de colecistocina, um hormônio produzido pela parte superior do intestino que estimula a produção de enzimas digestivas.
A função fisiológica desta fonte de leptin é desconhecida ainda, contudo os resultados sugerem que leptin gástrica pode estar envolvida na sensação de satisfação após a alimentação.
É conhecido que leptin é um hormônio que regula o peso corporal, e esta recente pesquisa sugere que isto é feito através de multiplos passos.
Este estudo também sugere a possível interação entre leptin e outro hormônio, CCK, ou colecistocina, o qual é previamente sugerido ser um regulador de apetite.

Fonte: Nature (1998;394:790-793)

 

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Notas:


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