Viagra®
- Descrição:
Viagra, uma terapia oral para tratar disfunção erétil, é o
composto citrato de sildenafil, um inibidor seletivo da enzima fosfodiesterase tipo
5 (PDE5).
Citrato de sildenafil é designado químicamente como citrato de
1-[[3-(6,7-diidro-1-metil-7
-oxo-3-propil-1H-pirazol[4,3-d}pirimidin-5-il)-4-etóxifenil}sulfonil]-4-metilpiperazine e
apresenta a seguinte estrutura molecular:

Citrato de sildenafil é um pó cristalino branco com solubilidade de
3.5mg/mL em água e possui um peso molecular de 666.7. Viagra (citrato de sildenafil) é
formulado como azul, formato em diamante dos comprimidos de 25mg, 50mg e 100mg , sendo de
uso oral. Em adição ao ingrediente ativo, citrato de sildenafil, cada comprimido contém
os seguintes ingredientes inativos: celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico
anidro, estearato de magnésio, metilcelulose hidroxipropil, dióxido de titânio,
lactose, triacetina, FD e C Blue #2, "aluminum lake" e "croscarmellose sodium".
- Farmacologia Clínica:
Mecanismo de ação
O mecanismo fisiológico da ereção do pênis envolve
liberação de óxido nítrico (NO) nos corpos cavernosos durante estimulação sexual. NO
ativa a enzima guanilato ciclase, o qual resulta no aumento do nível de GMP cíclico,
produzindo relaxamento da musculatura lisa nos corpos cavernosos e aumentando o influxo de
sangue. Sildenafil não tem ação direta nesse efeito de relaxamento, mas aumenta o
efeito do óxido nítrico (NO) por inibir fosofodiesterase tipo 5 (PDE5), o qual é
responsável pela degradação do GMP cíclico nos corpos cavernosos.
Quando estimulo sexual causa a liberação de NO, a inibição da PDE5
pelo sildenafil causa um aumento do nível de GMP cíclico nos corpos cavernosos,
resultando no relaxamento da musculatura lisa e um influxo de sangue para os corpos
cavernosos.
Estudos in vitro mostraram que sildenafil é seletivo para
PDE5. Seu efeito é mais potente na PDE5 do que em outras fosfodiesterases conhecidas
(PDE1, PDE2, PDE3 e PDE4). O fato da seletividade do sildenafil ser muito maior para PDE5
do que para PDE3 é importante pois PDE está involvida no controle da contractilidade
cardíaca.
Sildenafil é menos seletivo em relação a PDE5 e PDE6, essa baixa
seletividade em relação as dois é responsável pelos relatos de pertubação de visão;
pois PDE6 é uma enzima encontrada na retina e sildenafil em doses altas ou com altos
níveis plasmáticos atuam sobre esse PDE6.
Farmacocinética e Metabolismo
Viagra é rapidamente absorvido após administração oral, com biodisponibilidade absoluta de 40%. Sua farmacocinética é dose-proporcional dentro da faixa recomendada. Ela é eliminada predominatemente por metabolismo hepático (Citocromo P450 3A4) e é convertida para metabólico ativo com propriedades similares ao sildenafil. Ambos metabólito e sildenafil tem meia-vida de cerca de 4 horas.
- Absorção e distribuição: Viagra é rapidamente
absorvido. Concentração plasmática máxima observada entre 30 e 120 minutos (média 60
minutos) após dose oral. Quando Viagra é tomado com alimentos com alto teor de
gordura, a razão da absorção é reduzida.
Baseado em medidas de sildenafil em sêmen de voluntários saudáveis 90 minutos após a
dose, menos que 0,001% da dose administrada pode aparecer no sêmen dos pacientes.
- Metabolismo e excreção: Sildenafil é metabolizado
predominatemente pelas enzimas microssomiais hepáticas CYP3A4 (principal rota) e pela
CYP2C9 (rota secundária). O principal metabólito circulante é resultante da
N-desmetilação do sildenafil. Este metabólito é similar ao sildenafil e sua potência in
vitro para PDE5 é de aproximadamente 50% da droga original.
Após administração tanto oral quanto intravenosa, sildenafil é
excretado como metabólito principalmente pelas fezes ( aproximadamente 80% da dose
administrada oralmente) e em menor extensão na urina (aproximadamente 13% da dose oral).
Indicações e uso
Viagra é indicado para tratamento de disfunção
erétil. Os estudos realizados demostraram os benefícios do medicamento em comparação
com placebo.
Viagra deve ser tomado uma única dose por dia cerca de uma hora antes
do ato sexual, sendo administrado por via oral.
Contra-indicações
O uso de Viagra é contra-indicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade a algum componente do comprimido. Consitente com seus conhecidos efeitos sobre óxido nítrico (NO)/GMP cíclico, Viagra pode potencializar os efeitos hipotensivos dos nitratos e seu uso em pacientes que estão atualmente fazendo uso de nitratos orgânicos em qualquer forma é expressamente contra-indicado.
Precauções
Uma completa avaliação do histórico médico do
paciente e uma detalhada avaliação física deve ser feita para se diagnosticar
disfunção erétil, determinar suas causas, e identificar tratamento apropriado. Há um
risco cardíaco associado com atividade sexual, deste modo, médicos devem considerar a
condição cardio-vascular do paciente antes de iniciar o tratamento para disfunção
erétil.
Agentes para tratamento de disfunção erétil deve ser usado com
precaução em pacientes com deformação anatômica do pênis (como fibrose cavernosal ou
doença de Peyronie).
A segurança e eficácia da combinação do Viagra com outros
tratamentos para disfunção erétil não foi ainda determinada. Deste modo, o uso destas
combinações não é recomendado.
Médicos devem orientar seus pacientes sobre a contra-indicação do
uso do Viagra com nitratos orgânicos.
O uso do Viagra não oferece proteção contra doenças transmitidas
por via sexual, incluindo AIDS. Pacientes devem considerar a possibilidade de usar
métodos de segurança para evitar o contágio por essas doenças.
Interações com a droga
- Efeitos de outras drogas sobre Viagra:
Estudos in vitro: Metabolismo de sildenafil é mediado
principalmente pela enzima Citocroma P450 (CYP) isoforma 3A4 e 2C9. Deste modo, inibição
dessas enzimas pode reduzir o metabolismo do sildenafil.
Estudos in vivo: A cimetidina (800 mg), um
inibidor não-específico do citocromo CYP3A4, causou um aumento de 56 % na concentração
plasmática de sildenafil, quando co-administrada com Viagra® (50 mg) a
voluntários sadios. A análise farmacocinética populacional dos estudos clínicos
indicou uma diminuição do clearance de sildenafil quando co-administrado com inibidores
do citocromo CYP3A4 (tais como o cetoconazol, eritromicina, cimetidina). No entanto,
nenhum aumento na incidência dos efeitos adversos foi observado nesses pacientes. Doses
únicas de antiácidos (hidróxido de magnésio/hidróxido de alumínio) não exerceram
nenhum efeito sobre a biodisponibilidade do Viagra®.
A análise farmacocinética populacional não demonstrou qualquer
efeito da medicação concomitante sobre a farmacocinética do sildenafil, quando essas
medicações foram agrupadas da seguinte forma: inibidores do citocromo CYP2C9 (tais como
tolbutamida, Warfarin), inibidores do citocromo CYP2D6 (tais como os inibidores seletivos
da recaptação de serotonina, antidepressivos tricíclicos), tiazidas e diuréticos
relacionados, diuréticos de alça e poupadores de potássio, inibidores da enzima
conversora de angiotensina (ECA), bloqueadores de canais de cálcio, antagonistas
b-adrenérgicos ou indutores do metabolismo associado ao citocromo CYP450 (tais como
rifampicina, barbitúricos).
- Efeitos do Viagra® sobre
outros drogas:
Estudos in vitro: O sildenafil é um fraco inibidor das formas
isomórficas do citocromo P450, 1A2, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 e 3A4 (IC50 > 150 mM). Uma vez
que o pico de concentração plasmática do sildenafil é de aproximadamente 1 mM após as
doses recomendadas, é improvável que o Viagra® irá alterar o clearance dos
substratos dessas isoenzimas.
Estudos in vivo: Nenhuma interação significante foi demonstrada
com a tolbutamida (250 mg) ou varfarina (40 mg), sendo que ambas são metabolizadas pelo
citocromo CYP2C9. Viagra® (50 mg) não potencializa o aumento no tempo de
sangramento provocado pelo ácido acetilsalicílico (150 mg). Viagra® (50 mg)
não potencializa os efeitos hipotensores do álcool em voluntários sadios com um nível
alcoólico no sangue de 80 mg/dL. Não foi verificada qualquer interação resultante da
co-administração de Viagra® (100 mg) com amlodipina em pacientes
hipertensos. A redução adicional média da pressão arterial na posição supina
(sistólica, 8 mmHg; diastólica, 7 mmHg) foi semelhante àquela observada quando Viagra®
foi administrado isoladamente a voluntários sadios . A análise da base de dados sobre
segurança não demonstrou qualquer diferença no perfil de efeitos colaterais, em
pacientes tratados com Viagra®, na presença e ausência de medicação
anti-hipertensiva. Foi demonstrado que Viagra® potencializa o efeito
hipotensor da terapêutica com nitratos, tanto de uso agudo quanto crônico. Portanto, o
uso de nitratos ou doadores de óxido nítrico com Viagra®é contra-indicado.
Reações adversas
Viagra® foi administrado a mais de 3700 pacientes (com idades variando entre 19 e 87 anos) durante estudos clínicos realizados no mundo todo. Mais de 550 pacientes foram tratados durante um período superior a um ano. O tratamento com Viagra® foi bem tolerado. Em estudos clínicos placebo-controlados, a frequência de descontinuação devido a reações adversas foi baixa e semelhante àquela observada com o placebo. As reações adversas foram em geral, transitórias e de natureza leve a moderada. No decorrer dos diferentes protocolos de estudos clínicos, o perfil das reações adversas relatado pelos pacientes medicados com Viagra®, foi semelhante. Em estudos de dose fixa, a incidência de reações adversas aumentou com a dose. A natureza dessas reações em estudos de dose flexível, que refletem de forma mais adequada o regime posológico recomendado, foi semelhante àquela observada nos estudos de dose fixa. As seguintes reações adversas, cuja relação com Viagra® é possível, provável ou desconhecida, foram as mais frequentemente relatadas quando o Viagra® foi administrado, conforme a necessidade, em estudos clínicos de dose flexível: Cardiovasculares: Cefaléia, rubor, tontura. ; Digestivas: Dispepsia.;Respiratórias: Congestão nasal; Órgãos dos sentidos: Alterações visuais (Leves e transitórios. Predominantemente distorção de cores, mas também sensibilidade aumentada à luz ou visão turva). Para doses superiores às recomendadas, as reações adversas foram semelhantes àqueles descritos acima porém, relatados mais frequentemente. Nenhum caso de priapismo foi relatado.
Overdose
Em estudos realizados com voluntários sadios, utilizando doses únicas de até 800 mg, os eventos adversos foram semelhantes àqueles observados com doses inferiores, no entanto a taxa de incidência se mostrou superior. Em casos de superdosagem, medidas gerais de suporte deverão ser adotadas conforme a necessidade. Uma vez que sildenafil se encontra fortemente ligado às proteínas plasmáticas e não é eliminado pela urina, não se espera que a diálise renal possa acelerar a depuração do sildenafil.
Dosagem e administração
Para maioria dos pacientes, a dose recomendada é de 50mg, tomado (por via oral) aproximadamente uma hora antes da atividade sexual. Baseado na efeciência e tolerância, a dose pode ser aumentada para o máximo recomendado de 100mg ou diminuída para 25mg. O medicamento deve ser tomado no máximo uma dose por dia.
Recomendações finais
Armazenamento: Guardar em ambiente com
temperatura controlada, entre 15 e 30 ºC.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance de crianças.
Consulte sempre seu médico antes de fazer uso de qualquer medicação.
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